5 de abr. de 2011

One missed call


O telefone em cima da mesa começou a vibrar. Consegui ouvir a música mesmo que ela não estivesse programada para tocar. Meu coração disparou como se tremesse junto com o aparelho. O celular, que pulava em cima da mesa, longe demais para que minhas pobres mãos suadas alcançassem, mas perto o suficiente para que meus olhos identificassem de qual ligação se tratava. A que eu esperei por tempos, o único nome que eu desejei ler naquele visor desde que ele pulou da caixa para as minhas mãos. E então, por que elas não estavam nele agora? Nem sequer conseguia me mover. Os olhos fixos no objeto, uma troca eterna de olhares que jamais se viram. Tudo ao alcance de uma mão que nunca se ergueu.

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