7 de dez. de 2011

Fatos, Fotos, Férias.

As férias mal começaram, mas eu já entrei no clima há muito tempo... Só eu estava contando os dias para o semestre acabar? Acredito que não. A ansiedade era tão grande, que talvez por isso tenha demorado mais do que eu imaginava. Adeus provas, adeus acordar cedo, adeus passar quase uma hora no ônibus enfrentando um trânsito de “lascar”, para ouvir sobre filosofias ou teorias de comunicação.
Já na Faculdade as coisas estavam acontecendo em clima (muito) mais agitado, todo mundo no desespero terminando seus afazeres e só naquela expectativa de jogar tudo para o alto e ser feliz. Essa semana, umas amigas resolveram se reunir na casa da Mari, para se despedir do semestre em grande estilo, haha. Com direito à palha italiana (com batata frita), filme, clipe de gente morta, banho de piscina, e muuuuuuuuuita cantoria.


Enfim, espero que estejam todos passando muito bem (de ano inclusive), aproveitando suas férias tanto quanto eu pretendo aproveitar as minhas. E isso é claro, logo depois que passar do meu período de "hibernar".














Até dia 11/12 vou estar participando de um acampamento, onde serei parte do staff (sintam o poder). Eu e a Queirós,  estaremos na equipe de mídia e tentaremos elaborar coisas bem legais para o evento. Então, assim que voltar, terei muitas novidades e imagens para postar. Beijinhos.

24 de nov. de 2011

Respondendo pelos erros a mais.


Hoje foi tecnicamente a ultima prova deste semestre. Entre trabalhos, livros e cadernos hoje foi o começo do fim. Mais um semestre que acaba e à essa altura eu não sei dizer se muito bem, obrigado. Eu deveria estar feliz, leve, entusiasmada, porque enfim, a época que eu mais adoro no ano chegou, mas não tão bem assim. 
Quando tudo vai entrando nos eixos e cada coisa vai tomando o lugar que "deveria" ocupar (em minha concepção) algo s-e-m-p-r-e, acaba dando errado. O tiro sai pela culatra e mais uma vez a sensação de angústia toma conta dos seus dias como se já fosse comum ela estar alí. 
Parece que o universo tem que dar uma equilibrada. Porque que tudo não pode estar sempre bem? Porque nunca ninguém se satisfaz com nada. Erros após erros você vai acumulando uma lista que já não cabe em seu currículo. Em muitos casos pessoas sensatas diriam que "é bom que você se sinta mal". Mas, não, não é bom. É necessário que você se sinta mal. Afinal, os erros estão aí para que você não acabe tropeçando mais uma vez na pedra que está no meio do caminho e enfim, assuma umas pedrinhas à mais. Trabalhar para se tornar uma pessoa melhor é importante e você aprende a enxergar isso com mais clareza, quando está se sentindo um lixo. 

21 de nov. de 2011

Como névoa.


Normal me sentir mal com o descaso em meu próprio blog? Haha. Bem, como eu já estou exaurida de dizer, este blog é muito para uso pessoal, então não tenho ideia se alguém lê ou não meu cantinho. O fato é que vez ou outra eu paro (por séculos) de postar. Às vezes falta assunto, às vezes falta tempo... A desculpa da vez é o fim do semestre. Provas, trabalhos, isso tudo é o que não falta na minha agenda e caraca, estudar e trabalhar cansa mesmo! Chego em casa suuuuuuper cansada e a única coisa que tenho feito no computador essas últimas semanas é estudar. 
Bom, desculpas à parte, é realmente um projeto meu voltar a escrever no blog como eu escrevia à muito tempo atrás: com bastante frequência. O semestre estar acabando também é sinal de férias, tempo livre, descanso e se Deus quiser, novidades! Então, brevemente o blog estará cheio de posts, novidades, historinhas, cheio de mim! Quem sabe arrumo alguns fiéis leitores, não é mesmo?

28 de out. de 2011

Pipoca + Chocolate + Halloween!

Faltam dois dias para o Dia das Bruxas e não por acaso eu estou fissurada no assunto, haha.  É bem comum da minha parte já que eu sempre me interessei por esse tipo de coisas, mas, disso eu já falei no outro post...  Hoje eu vim aqui para falar de alguns filmes, que muitos de vocês provavelmente já tenham visto, são bem antigos, bem leves e eu particularmente adoro. Vamos às indicações?

Os Fantasmas se divertem: 
Gênero: Comédia
Título original: Beetlejuice
Lançamento: 1988 (EUA)
Direção: Tim Burton
Sinopse: Após morrerem quando o carro deles cai em um rio, Barbara Maitland (Geena Davis) e Adam Maitland (Alec Baldwin) se vêem como fantasmas que não podem sair da sua casa de campo na Nova Inglaterra, pois antes que possam ganhar suas asas têm que ocupar a casa como fantasmas pelos próximos cinqüenta anos. A paz é rompida quando Charles (Jeffrey Jones) e Delia Deitz (Catherine O'Hara), um casal de novos-ricos, compra a casa. Mas os Maitland são inofensivos como fantasmas e os esforços para espantar os compradores acaba em fracasso. E se o casal não fica apavavorado, Lydia Deitz (Winona Ryder), a excêntrica e dark filha deles, pode ver e falar com Barbara e Adam, que contratam os serviços de um Beetlejuice (Michael Keaton), um "bio-exorcista", para apavorar os moradores, apesar de sentirem simpatia por Lydia. Mas logo a situação foge do controle.

 Abracadabra
Gênero: Comédia
Título original: Hocus Pocus
Lançamento: 1993 (EUA)
Direção: Kenny Ortega
Sinopse: Winnie (Bette Midler), Sarah (Sarah Jessica Parker) e Mary (Kathy Najimy) são três bruxas do século XVII, que chegam ao século XX após seus espíritos serem evocados no Dia das Bruxas. Banidas há 300 anos devido à prática de feitiçaria, elas estão dispostas a tudo para garantir sua juventude e imortalidade. Porém precisarão enfrentar três crianças e um gato falante, que podem atrapalhar seus planos.



Edward Mãos de Tesoura
Título original: (Edward Scissorhands)
Lançamento: 1990 (EUA)
Direção: Tim Burton
Gênero: Comédia
Sinopse: Peg Boggs (Dianne Wiest) é uma vendedora da Avon que acidentalmente descobre Edward (Johnny Depp), um jovem que mora sozinho em um castelo no topo de uma montanha e que na verdade foi criado por um inventor (Vincent Price), que morreu antes de dar mãos ao estranho ser, que possui apenas enormes lâminas no lugar delas. Isto o impede de poder se aproximar dos humanos, a não ser para criar revolucionários cortes de cabelos, mas ele dá vazão à sua solidão interior ao podar a vegetação em forma de figuras ou esculpir lindas imagens no gelo. No entanto, Edward é vítima da sua inocência e, se é amado por uns, é perseguido e usado por outros.


Esses são, sem dúvida alguma, filmes que se você não assistiu, já ouviu falar, certo? Podem reparar também que são filmes leves, e da categoria "comédia". Acho que não necessariamente porque  é Halloween, que você tem de sair por aí morrendo de medo e ficar sem dormir à noite. Para mim, essa data deve ser "comemorada" assim como tantas outras. De maneira saudável e com muita diversão, certo? Se você concorda, esses são filmes que sem dúvida alguma, combinam perfeitamente. 
Então, doces e travessuras à mão e HAPPY HALLOWEEN!

27 de out. de 2011

Tric or Treat?

Quem nunca sonhou em sair pelo bairro fantasiado e bater na porta do vizinho com a famosa pergunta "Doces ou Travessuras" na ponta da língua? Esse sem dúvidas foi um dos meus grandes desejos quando criança. Desde muito nova influenciada pela cultura estadunidense (assim como a maioria dos jovens rs), trocar travessuras por doces sempre foi algo que me encantou. 
Infelizmente esse hábito não é algo comum em nosso país. É um evento tradicional dos países anglo-saxônicos. A origem do Halloween é bem complexa. Uma das lendas, de origem Celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos. Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casas, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir.

Tric-or-Treat?

A brincadeira de "doces ou travessuras" é originária de um costume europeu do século IX, chamado de "souling" (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha. Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.


Bom, mas para quem não sabe, antigamente o termo "Halloween" não tinha absolutamente nada a ver com bruxas. "Mas como foi que se tornou Dia das Bruxas? No compreendo" Estou muito curiosa sobre o assunto e pretendo pesquisar mais e mais, sinto que isso vai render bastante post! Até a próxima. 

21 de out. de 2011

Mostrando as luzes.

Vontade, desejo, ânsia. Tudo o que me tira do meu lugar nesse mundo e me leva pra onde enfim eu te encontro. Será que é real? Em algum momento de nossas vidas estivemos tão perto, em uma tênue linha de nos ter embaraçados em uma só alma, com um único propósito, uma mesma vontade. Até que então, a realidade nos arrancou de forma tão cruel, tão rapidamente. Eu nunca te esqueci, você nunca me conheceu. Da última vez, reclamou de mim com o olhar, como se houvesse a possibilidade de me prender nas  meninas dos teus olhos, como se me fizesse crer que havia perdido todo o tempo do mundo. Eu perdi. 
Mas a vontade, não me passou, não se ausentou. Ela volta de vez em quando, numa tarde clara, numa manhã nublada, numa noite confusa. Você foi embora, mas ficou aqui, intacto, sublime, do mesmo jeito que eu me lembro. Do jeito que a memória falha me permite ver. Eu não vou renunciar nenhuma parte dessa lembrança, nenhum pedaço de ti, porque eu sei que algum dia, essa lembrança, vai me fazer te encontrar. Mesmo que as palavras dancem confusas quando ouso te tornar algo mais palpável que o sonho, não se aborreça com as minhas verdades ilusórias pois, um dia, vou te obrigar a ser realidade. 

10 de out. de 2011

Você pode ir sem dizer adeus, obrigada.

Estranho esse sentimento de não saber o que devo esperar, se devo esperar. Não que eu esteja fazendo todos aqueles planos como antes, mas, imaginar a sua volta - ou chegada, como preferir - acaba se tornando algo inevitável. Convivo com aquela "qualquer coisa" que me dá ao pensar nas possibilidades, nos desfechos. Acontecimentos esses que eu não gostaria de vivenciar. Mesmo não estando aqui, prefiro não ter que encarar a tortura que seria te perder, espero que você me entenda. Não sei como definir meus sentimentos, tanto tempo sem tua presença me fez tomar a liberdade de pensar que te esqueci. Será? Não quero descobrir.

27 de set. de 2011

Confusão, Estagio, Confusão


Depois de um milhão de anos sem postar aqui, não é que a vontade me surgiu de novo? Assim, do nada. Costumava usar o blog pra postar os meus textinhos "mais ou menos" sem nenhuma pretenção de pretender alguma coisa. Apenas besteiras ditas com palavras mais elaboradas, mas, a preguiça e a falta de tempo já não me dão tanto espaço pra me inspirar.
Pretendo começar a postar aqui coisas sobre a minha vida mesmo sabe? Coisas mais simples, mas só pelo fato de que preciso escrever...
Atualmente estou estagiando na Central de Fotografia da minha faculdade. O estágio não é remunerado mas eu acho que super vale apena, pois apesar do tempo que me exige e das privações que provavelmente vou ter que passar por conta disso, o aprendizado é enorme e a diversão é muita.
Do ano passado até aqui posso afirmar com clareza que a minha vida mudou COMPLETAMENTE. Eu como sou lenta pra assimilar tudo e qualquer coisa ainda estou me adaptando, afinal mudar de cidade, deixar amigos e família não é fácil. E tenho até alguns receios quanto à essas mudanças, medos que se manifestam das mais diversas maneiras na minha cabecinha, mas, isso é assunto pra quem sabe, outro post.

Beijos, Andy.

6 de jun. de 2011

Caindo em Armadilhas


Por muitas vezes você se pega pensando em soluções, dando motivos, querendo explicações. Na maioria das vezes, de madrugada. Perdendo sono, passando o tempo. Dormir pra que? Por quê? São tantas perguntas, milhões de hipóteses, tantas teses. Cadê a solução? Misturou o sono com desejo. A razão com o sonho. Confusão não é novidade. As lembranças vão surgindo, você deixando o tempo passar... Chega ao ponto de não saber mais o que é real, o que é fantasia. Se viveu, ou só desejou. Está na hora de fechar os olhos e dormir. Parar de sonhar acordado, de cair nas armadilhas. As coisas vão se resolver, quando você estiver acordado o bastante para lidar com elas. 

28 de mai. de 2011

Considerações sobre a minha Preguiça.

Bom, não sei quanto a vocês, mas eu sem dúvidas sou alguém totalmente entregue ao ócio. Não, isso não é algo do qual eu possa me orgulhar, até porque não é nada agradável ouvir por aí as pessoas reclamando sobre o meu eterno relaxamento. Sou daquelas que chega, se joga e morre. Fim. É isso aí. Tenho vontade de fazer as coisas, desde ler um livro inteiro em menos de um dia à fazer um post para o blog, por exemplo. Mas como eu costumo dizer “ela” não deixa. Ela quem? Minha preguiça é claro. Quem me conhece, sabe que já trato essa minha tendência ao “ato de fazer porra nenhuma” como alguém. Sim, personificou-se.
Alguns, como a minha mãe, sempre dizem “Nossa garota, que feio. Isso é coisa do capeta.” Desde já eu digo que não tenho argumentos quanto à essa – horrorosa  – afirmação. Mas como já disse antes, essa minha companheira não é “alguém” do qual eu tenha orgulho. Trabalhos, deveres, livros... Todas tarefas interminadas, esperando por um lampejo de força de vontade para serem enfim, acabadas. Ou pelo menos começadas, por assim dizer. E lógico, sempre são feitos de última hora.
O fato é, o que deveria  de fato fazer? Lutar contra a minha própria natureza? Sim! Claro que é essa a resposta correta. Preguiça não é algo bom, não faz bem à ninguém. Tanto que ao fim desse texto esperava ter argumentos para afastá-la de mim. Mas, ainda tenho tempo pra isso, depois eu faço...

26 de mai. de 2011

Cadê?


Lembra daquela garota? A engraçada, que fazia todo mundo rir, que se jogava na vida sem medo, que corria, pulava, brincava sem compromisso. Aquela cheia de sorrisos, com o coração gigante, a que ficava por aí, distribuindo abraços no tamanho certo pra quem precisasse. Onde ela foi parar? Você viu? Eu não sei. Por muito tempo ela esteve aqui, muito tempo, tanto tempo... Mas se foi. Perdeu-se. Talvez tivessem confiado que ela ia ficar ali pra sempre, acostumados a vê-la no mesmo lugar, com as mesmas atitudes, já estava clichê. Por que ela se foi? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente estivesse cansada de tentar fazer todos rirem, de sempre parecer destemida, talvez ela quisesse mais segurança. E se ela precisasse de alguém pra sorrir quando o seu sorriso não estivesse mais lá? Talvez ela quisesse alguém pra abraçar de volta. Ela cuidava de todos, o tempo inteiro. Mas dela, quem cuidava?

Chega de Indecisão


Eu não quero ter que te perder assim por tanto tempo. Esse negócio de não saber o que quero essa confusão de não conseguir controlar o que sinto já me encheu. Demorou pra de fato cair a minha ficha de que o que eu realmente quero é você. Pura e simplesmente do jeito que é.  Não quero ter que viver sem isso que eu gosto tanto, isso que eu sinto. Não sei por que fui boba o suficiente pra te deixar ir embora. E agora? O medo de te querer de volta e não poder ter, é o pior. Mas é arriscar, jogar teu jogo, deixar de orgulho, por que ele de fato nunca me levou a lugar algum mesmo. Não vou mais mentir, pelo contrário, vou deixar bem claro agora, EU QUERO VOCÊ. Lide com isso.

24 de mai. de 2011

Maybe


Lembro de quando a minha risada estranha te fazia feliz. Dos muitos sorrisos, poucos gestos, nenhuma palavra. De quando ficar perto bastava. Paro e pergunto o porquê de termos nos perdido no tempo, da distância que o silêncio de olhares nos sentenciou. Sinto falta. Mas me sinto egoísta por sentir. Por não saber se sinto falta de você apenas, ou pelo o que sentia por mim. Não que sentir a falta signifique que quero de volta, fico feliz que você esteja livre enfim, livre de mim. Talvez as coisas voltem, o tempo nos encontre mais uma vez. Talvez as coisas se ajeitem e daremos então um jeito de ser apenas eu e você, nada mais além de nós. Eu por você, você por mim, amigos. Simples assim.

The One That Got Away

Bom, quem me conhece sabe que gosto muito meeeeeeeeeeeeeeesmo, da Alecia Moore, que você provavelmente deve conhecer como: P!nk. O que me atraiu mais nela primeiro, foi o nome, confesso. Mas algo tem que chamar a atenção para que você se aprofunde no assunto, certo? Comecei a pesquisar sobre as músicas e me apaixonei. São músicas lindas, tocantes e algumas parecem que foram escritas exatamente para aquele momento em especial. Sem contar que a voz da mulher é incrível né gente, pffff. Anyway, só queria postar o vídeo de uma das músicas que eu não parei de ouvir essa semana D: 


             


Espero que gostem, beijocas. :)



Que seja...

Minha cabeça gira sem parar e nem ao menos saí do lugar. Meu pacto com o silêncio patrocina a minha distração. O meu relógio “tic taca” diferente, estou enxergando do ponto de vista que ninguém resolveu olhar. Imagino coisas fora do comum, às vezes a normalidade me dá preguiça e o sono não tem afastado meus problemas. Tenho corrido por lugares diferentes todos esses dias, ainda assim não encontrei meu lugar. Tudo mistério, tudo segredo. Deveria ter medo? Dei adeus aos laços de seda que prendiam fortemente minhas mãos. Fiquei sem norte. Sei de onde saí. Não sei pra onde ir. Por enquanto me contento com os sorrisos bobos ao falar sozinha. E as lembranças. Deixa o que seja ser.

5 de abr. de 2011

One missed call


O telefone em cima da mesa começou a vibrar. Consegui ouvir a música mesmo que ela não estivesse programada para tocar. Meu coração disparou como se tremesse junto com o aparelho. O celular, que pulava em cima da mesa, longe demais para que minhas pobres mãos suadas alcançassem, mas perto o suficiente para que meus olhos identificassem de qual ligação se tratava. A que eu esperei por tempos, o único nome que eu desejei ler naquele visor desde que ele pulou da caixa para as minhas mãos. E então, por que elas não estavam nele agora? Nem sequer conseguia me mover. Os olhos fixos no objeto, uma troca eterna de olhares que jamais se viram. Tudo ao alcance de uma mão que nunca se ergueu.

4 de abr. de 2011

More


Não cansei de dizer que te amo. Não cansei de esperar tuas respostas. Não cansei de imaginar tuas atitudes. Eu cansei de ouvir o "eu também" vazio. Cansei de sempre fazer as perguntas. Cansei de ficar na imaginação. A questão é que nunca se trata de você, sou eu. Eu que não me conformo com pouco, que não me satisfaço com os restos, eu quero sempre mais, muito mais. Infelizmente, sempre quero da pessoa errada. 

3 de abr. de 2011

E.T

Cheguei a conclusão de que sou estranha. Estranha por natureza, uma completa extraterrestre. Nada me completa, ninguém me entende. Tenho muitos amigos, pessoas que eu amo de verdade e mesmo assim estou sempre sozinha. Cheguei à conclusão de que sou realmente uma pessoa só, é muito fácil me esquecer. Aliás, eu sou quem esquece de mim com mais frequência. Ninguém capta minhas mensagens, falo uma língua completamente estranha, tenho expressões que não são deste mundo. Meu coração não trabalha como os outros. Costumo amar mais do que se espera, me magoar acima do suportável, perdoar até mesmo o imperdoável. Tenho uma sensibilidade acima do comum, mas visto uma casca grossa de quem nunca soube o que é amar. Eu queria ser assim: não saber o que é amor ou amizade de verdade. Sou tão verdadeira que tive de aprender a viver em uma mentira pra continuar zelando por aquilo que acredito. 

No more questions, please.

Dizem que a vida trata de por tudo no seu lugar. Por várias e várias vezes eu presenciei isso acontecendo na vida de muitas pessoas. Sonhos que se tornam realidade, vidas que se encaixam, histórias que terminam com um final feliz, ou um recomeço deslumbrante. Mas é aí que se torna tudo mais e mais difícil. Você vê essas coisas acontecendo e fica feliz, não perde as esperanças. A cada dia, em cada vida afetada, isso se renova. Então você espera a sua vez... E ela não chega. É difícil não se perguntar porque, é difícil não tentar entender porque a sua chance não chega, porque ela não aparece de vez. Então você começa a acreditar que não merece. E isso não é difícil, quantas e quantas vezes você não se pega no canto do seu quarto, no escuro que não te incomoda mais, muito pelo contrário, ele te conforta. E você começa a acreditar que é uma daquelas pessoas que não merecem ser felizes. Que por alguma ironia do destino, tudo aconteceu ao seu redor e você ficou parado, vendo tudo acontecer a sua volta e você não ia nem pra frente, nem para trás. Cada vez mais sozinho. E onde estão os seus sonhos? Seus desejos? Nem é possível pensar neles agora. Você não quer pensar, quer parar de fazer perguntas. Porque a sua dor não tem nome, nem sequer motivo. E quanto mais você tenta entender, mais fundo o corte fica, é aí que a dor aumenta. 

14 de mar. de 2011

Não.


Porque é uma palavra tão difícil de dizer? Porque é tão mais fácil quebrar a cara, se decepcionar, agarrar-se a falsas esperanças, acreditar nas pessoas e até mesmo fazer de tudo por elas, do que dizer um simples e sonoro, NÃO? Estou começando a negar. Estou começando a crer que não vale a pena. Porque ter esperança? Porque crer naqueles que só te dão mais um motivo pra chorar? Porque sou como fogos de artifício? (PFFFF)Fica meio difícil de acreditar em coisas boas quando a unica coisa que você tem certeza na vida, é que não se pode confiar em mais ninguém. 

13 de mar. de 2011

Verdades Inventadas.



Aprendendo a ver com olhos que não eram os meus, tive que prestar atenção em cada minucioso detalhe. Tudo o que acontecia, tudo o que podia registrar, era depois inteiramente transformado. Não sei se por uma imaginação fértil, ou o desejo enorme de que as coisas não fossem o que eram. Cheguei ao ponto em que todas as lembranças que tenho são inventadas, cada detalhe pequeno foi maximizado e toda a história ganhou um belo tom de "era uma vez..." 
Não sei se é errado assumir, mas criei uma realidade tão absurda, que se tornou suportável. Onde cada vez que tropeço crio asas e beijo as nuvens, como se não fosse a primeira vez.