6 de nov. de 2010

It don't make any sense to me.




Juntei todas as lembranças, peguei meu travesseiro preferido, a cama bagunçada, a janela ainda aberta. As fotos ficaram na parede, e a minha liberdade? Eu vou encontrar.
Meu ticket que mostra não ter volta... Eu vou fugir.
Muito nova, pra ser levada a sério. Muito velha, pra acreditar em toda essa hipocrisia. Cansada de todos os clichês, vítima de todas as coincidências. Fico imaginando quanto tempo vai demorar até que percebam que estas palavras não estão presas apenas em minha cabeça. Que o que agora não faz sentido, vai encontrar sua maneira de se encaixar nas linhas tortas do destino, deliberadamente.
Eu acho que não tenho mais pra onde ir. Mas sei que não posso voltar pra casa. Vou seguir o arco-íris dentro da minha cabeça e tentar me manter viva.
E são todos esses segredos que eu não deveria te contar. Então eu vou fugir. Eu tenho que fugir. Tenha em mente que um dia eu vou te encontrar. Mas é que agora, isso tudo não faz nenhum sentido pra mim. 

5 de nov. de 2010

Runaway.




Eu estou correndo. 
Indo pra qualquer lugar onde você não exista. 
Qualquer lugar que não tenha a lembrança do teu sorriso,
 ou o ruído da tua gargalhada.
 Eu quero um lugar vazio, um lugar escuro. 
Onde eu não possa te ver, onde eu não possa te sentir. 
É uma simples escolha.
Você não tem que entender, você não precisa saber por quê. 
Eu só quero fazer isso parar. 
É uma simples escolha. 

Saudade.




Ela chega, entra sem avisar, senta no meu sofá sem pedir licença.
Olha nos meus olhos, e me encara friamente como se eu fosse a única pessoa na sala.
Eu, tento revidar da sua franqueza. De suas palavras de imediato silenciosas e cortantes.
Viro o rosto para não encará-la, cruzo as pernas para esnobá-la, gesticulo com as mãos para distraí-la.
Movimentos vãos. Ela está na minha cabeça.
Ela se aproxima e me cutuca. Eu a encaro, então ela profere: Eu vim para ficar.