Ela chega, entra sem avisar, senta no meu sofá sem pedir licença.
Olha nos meus olhos, e me encara friamente como se eu fosse a única pessoa na sala.
Eu, tento revidar da sua franqueza. De suas palavras de imediato silenciosas e cortantes.
Viro o rosto para não encará-la, cruzo as pernas para esnobá-la, gesticulo com as mãos para distraí-la.
Movimentos vãos. Ela está na minha cabeça.
Ela se aproxima e me cutuca. Eu a encaro, então ela profere: Eu vim para ficar.





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